No Dia Nacional de Combate ao Câncer, a ser celebrado no dia 27 de novembro, a FBG chama à atenção para o câncer de estômago, que, muitas vezes, pode ser confundido com os sintomas da gastrite
Saiba mais abaixo e, em caso de dúvidas, consulte um médico gastroenterologista
O que é o câncer de estômago?
Conhecido também como câncer gástrico, a doença pode se manifestar de três formas: adenocarcinoma, responsável por 95% dos tumores, linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e leiomiossarcoma, tumor raro que origina-se nos tecidos que são origem aos músculos e ossos.
Normalmente, o câncer de estômago atinge mais os homens do que as mulheres e a sua incidência é mais alta entre os 50 e 70 anos de idade, sendo considerada rara antes dos 40 anos. Neste último caso, geralmente, está associado a fatores genéticos. No Brasil, a doença ocupa a quinta posição entre os tipos de câncer mais frequentes.
Quais são os sintomas?
Muitas das vezes, o paciente pode confundir os sintomas do câncer com os sinais da gastrite ou demais problemas estomacais, o que, consequentemente, retarda o diagnóstico. Em sua fase inicial, normalmente, o tumor pode ser assintomático, mas é importante ficar atento aos seguintes sinais:
- Dor no abdômen
- Queimação ou azia
- Náusea ou vômitos frequentes
- Perda de peso e de apetite Fadiga
- Sensação de estômago cheio e “pesado”
- Sangramento digestivo
Principais fatores de risco
Conheça, abaixo, alguns fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver a doença.
- Histórico familiar
- Idade avançada
- Infecção pelo H.Pylori, bactéria que se aloja no estômago
- Consumo excessivo de álcool
- Tabaco
- Má alimentação, como foco no consumo exagerado de alimentos embutidos e defumados
Qual é o diagnóstico?
A endoscopia digestiva alta é o exame mais indicado para a realização do diagnóstico. No entanto, exames como a ressonância magnética, a tomografia e a ultrassonografia, além do hemograma, são exames que também podem ser úteis para a descoberta.
Como todo câncer, o diagnóstico precoce tem grandes chances de cura. Por isso, atente-se aos sinais e faça exames regularmente!
Tratamento
O tratamento vai depender do tamanho do tumor, mas, normalmente, é indicado ao paciente a realização da cirurgia, combinado com a quimioterapia e/ou a radioterapia – estes são os mais comuns. O médico responsável quem irá traçar uma estratégia individual para o processo de cura.
Se você apresenta algum dos sintomas mencionados acima, é importante procurar um médico gastroenterologista para um acompanhamento. Não faça o uso de medicação própria. Busque ajuda!
O texto acima não substitui uma consulta médica.